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O Instituto Gabi

Olá!

Finalmente, estou retomando as postagens. Apesar de quase um mês do ano já ter se passado, ainda aproveito a oportunidade desta postagem para desejar a todos os queridos leitores muita alegria para 2011. Que seja um ano no qual todos nós possamos fazer boas ações, usar a criatividade para o bem de pessoas, de animais e da natureza em geral. Que seja um ano de solidariedade, de realizações no sentido de se buscar um mundo mais digno para todos.

Para reiniciar as postagens, quero apresentar para vocês uma instituição beneficente bastante séria de São Paulo: o Instituto Gabi. Já falei dela aqui no blog no passado, mas vale a pena retomar este assunto, perante a idoneidade da instituição, que oferece apoio a famílias de baixa renda de crianças com deficiências, e do trabalho que ela desenvolve.

Atualmente, o Instituto Gabi é referência no atendimento a crianças com deficiência, reconhecido pela sua competência pelo poder público, pela mídia e pela comunidade em geral. Eu já tive a chance de acompanhar um pouco deste trabalho pessoalmente, enquanto ministrava aulas de artesanato para as mães de crianças atendidas pela casa nos últimos dois anos. A equipe toda da casa é empenhada em oferecer condições melhores para as crianças assistidas, eles trabalham com grande empenho para de fato fazer a diferença na vida destas crianças e de suas famílias.

Alguns devem estar se perguntando: mas este blog não tem a proposta de divulgar coisas boas que se faz através de manifestações criativas? Onde estão elas? A resposta é que o próprio Instituto é resultado de uma manifestação criativa, da transformação de um fato triste em uma ideia iluminada, da esperança de se enxergar novos horizontes mesmo quando a tristeza se faz presente.

A menina Gabi, que dá nome à casa, era uma criança linda e generosa. Porém, aos 6 anos, enquanto tentava ajudar uma pessoa necessitada, ela foi arrancada das mãos de seu pai por um carro, na rua, e perdeu a vida. Seus pais, Francisco e Iracema, em meio ao sofrimento pela perda, conseguiram forças para trilhar um novo caminho, transformando a dor da perda em um gesto de amor à Gabi e a pessoas necessitadas em geral. Eles criaram o Instituto Gabi, com a proposta de atender crianças com necessidades especiais, de famílias de baixa renda.

Entre todos os exemplos que já demos aqui no blog, sobre transformar a necessidade em uma realização, talvez esse seja um dos mais significativos, porque mostra o potencial do ser humano em realmente realizar a partir da dor, começando do zero e chegando a um resultado admirável.

Você pode ajudar!!

Você pode ajudar o Instituto Gabi de várias maneiras, tanto como pessoa física, quanto como empresa. A casa precisa de materiais para o seu funcionamento, de divulgação, de voluntários, assim como de verba para a construção de sua sede própria, absolutamente necessária para a melhoria da instituição.

Veja abaixo algumas sugestões de ajuda. Os dados foram tirados do site do instituto, www.institutogabi.org.br. Maiores informações e a confirmação de informações podem ser obtidos diretamente na instituição.

Grande abraço a todos,

Com carinho,

Gina

 

Dados da Instituição:

Instituto Gabriele Barreto Sogari – Instituto Gabi
Rua Gustavo da Silveira, 128 – Vila Santa Catarina
São Paulo – SP – CEP 04376-000
Tel / Fax: (11) 5564-7709 / (11) 5563-1566

Contas bancárias:

  • Bradesco: Ag. 1480-0 CC 34620-9
  • Banco do Brasil: Ag. 1545-8 CC 6168-9
  • Banco Itaú: Ag. 0767 CC 38918-2

DOAÇÃO ONLINE

Você pode doar qualquer valor para o Instituto Gabi, clicando no botão abaixo.

Parte superior do formulário

Parte inferior do formulário

 

O VOLUNTARIADO PRESENCIAL E ONLINE

Você pode ser voluntário no Instituto de duas maneiras:

Presencial: participar das ações em diferentes áreas do Instituto Gabi

  • Auxiliar nos atendimentos das crianças e adolescentes com deficiência, com a orientação dos educadores;
  • Colaborar com os serviços da casa: manutenção, bazar, limpeza, cozinha
  • Auxiliar nas atividades dos finais de semana
  • Participar dos eventos e divulga-los

Online: colaborar com os programas do Instituto Gabi sem sair de casa:

  • Atuar nas ações de comunicação e marketing
  • Na consultoria jurídica para os familiares. Trata-se de uma orientação jurídica para as diferentes demandas: legislação, benefícios;
  • Assessoria jurídica para a ONG;
  • Orientação nas diferentes áreas: administração, pedagogia, informática, etc.

COMO SUA EMPRESA PODE AJUDAR

Sua empresa contribui com o Instituto Gabi e a doação é abatida do imposto de renda. Como fazer isso?
Acesse: http://fumcad.prefeitura.sp.gov.br/

Passo 1: A primeira tela que surge traz os links das entidades cadastradas. Escolha o Instituto Gabi. Clicando sobre o nome da entidade você pode ver maiores informações sobre a instituição e os projetos que poderão ser beneficiados.

Passo 2: A partir da tela de detalhes da instituição, clicando no botão “Efetuar doação para este projeto” o sistema irá solicitar seus dados.

Passo 3: Preencha os campos e clique no botão “Confirmar”. A seguir confirme a geração do boleto.

Limite de dedução:

O valor limite de dedução direta do imposto de renda devido é de 1%, aplicável sobre o valor devido à alíquota de 15%, não sendo permitida qualquer dedução sobre o adicional de 10%.
A legislação somente permite a dedução do imposto para as pessoas jurídicas que apurem o imposto de renda com base no lucro real.

Indedutibilidade da doação:

O valor da doação é considerado indedutível como despesa operacional, para a pessoa jurídica doadora.

Prazo de pagamento da doação:

O valor deverá ser pago até o último dia útil de cada período de apuração do imposto, trimestral ou anual.

Base Legal:

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, art. 260. Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, art. 591.

A sua Empresa e um Projeto Social de Qualidade

A cultura da responsabilidade social é um dos valores mais preciosos das empresas que cada vez mais adotam programas de ações sociais. No Instituto Gabi, as corporações podem participar de diferentes iniciativas: voluntariado, jornadas de trabalho, mutirões, dia de fazer a diferença, de responsabilidade social, doações diversas, etc.

Servem de exemplo as campanhas do Wall Mart (Loja de Santo Amaro) e da Hamburg Sud (Granja Santo Antônio) que realizaram jornadas de trabalho voluntário para limpeza e pintura do prédio, e da OMRON (Vila Santa Catarina) que promoveu um dia de lazer junto às crianças e adolescentes com deficiência.

Há outras corporações que realizam ações diretamente com as crianças e adolescentes com deficiência, atendidos no Instituto Gabi.

Um bom programa de responsabilidade social para a empresa e para a sociedade traz benefícios diretos e indiretos.

As empresas que apoiam o Instituto têm como resultados compensatórios imediatos:

  • Dedução fiscal
  • Relatório social
  • Veiculação na imprensa
  • Fortalecimento do negócio

E indiretamente, são beneficiadas com a valorização da imagem institucional e da marca. Ao apoiar o Instituto Gabi, as empresas agregam o valor de um projeto social de qualidade, porque é reconhecido junto ao poder público e pela comunidade.

A integração das empresas na comunidade é mais um passo para uma sociedade mais justa e o resultado é um futuro melhor para todos.

Ajude a construir a Casa Gabi

 

 

Além das 70 crianças e adolescentes com deficiência que recebem o atendimento no Instituto Gabi, há uma longa lista de espera de famílias que aguardam uma vaga.

Ajude o adquirir a sede própria e acolher estas famílias que precisam de atendimento. É a oportunidade de agregar a imagem da sua empresa a um projeto social de qualidade e ter sua contribuição deduzida no imposto de renda.

 

Você também pode fazer um Mundo melhor. Faça a diferença.

 

 

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Ateliê de Idéias

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O projeto está presente em oito comunidades de Vitória. Aposta nos valores da economia solidária para criar emprego e renda para os moradores. Em seis anos, nasceram boas idéias, que deram origem ao fórum comunitário e a uma cooperativa de trabalho.
Vitória tem mais de 300 mil habitantes. Na encosta de morros, oito comunidades formam o território conhecido como Poligonal P1. Os barracos abrigam mais de 30 mil pessoas. A renda média das famílias é de dois salários mínimos.
Há três anos, os moradores se reúnem para discutir os problemas e criar projetos. É o fórum bem maior, criado pelo ateliê de idéias. Uma organização social que nasceu em 2003.
“Daqui é que saem grandes idéias, porque os moradores tem essas idéias e o que nos cabe é juntar essa quantidade de idéias, e quando uma idéia junta com a outra as coisas acontecem”, diz Valmir Dantas, técnico em desenvolvimento comunitário.
Em seis anos, muita coisa mudou. “A gente vivia isolado um do outro, uma comunidade ficava isolada da outra, não havia comunicação, não havia força para buscar as coisas, as melhorias, o futuro melhor para as pessoas e a partir da criação do fórum bem maior passou a ter mais união”, diz Cosme de Jesus, multiplicador do fórum.
O ateliê investiu na geração de trabalho e renda para os moradores. Ofereceu cursos de capacitação e fomentou a criação da Coopbem. Hoje a cooperativa reúne seis grupos.
“O núcleo de formação do ateliê de idéias trabalhou com o fórum de moradores um plano bem maior. E essa questão dos grupos produtivos, em tempos de desemprego, pessoas que moram na periferia, com escolaridade menor, não estão conseguindo no mercado formal. Então a gente vê que isso está inserido nesse projeto maior de desenvolvimento comunitário”, diz Denise Biscotto, coordenadora do núcleo de formação.
Hoje, 30 pessoas trabalham na Coopbem. Tudo começou com as mulheres da moda. “A gente começou do nada né, porque a gente não tinha material para trabalhar e a gente começou com umas doações e com muita vontade, e o que levou a gente a chegar onde chegou foi a nossa vontade, o nosso sonho, a vontade de vencer, de trabalhar”, afirma Zilda Ferreira, presidente da Coopbem.
Elas aprenderam técnicas de customização de roupas.  Mas também fazem costura e bordados por encomenda.

“Antes eu era doméstica e depois eu cansei de trabalhar de doméstica e resolvi procurar uma outra coisa para fazer. Só que quando vim para esse grupo, eu não imaginei que eles estavam digamos assim, adiantados, quase sendo uma associação”, declara Martinha dos Santos, funcionária.

O negócio deu certo e, com dinheiro em caixa, elas começaram a financiar outros grupos na comunidade. O Bem Nutrir, que faz lanches, e o Bem Limpar que fabrica vassouras e produtos de limpeza.

“Me sinto feliz, me sinto realizada, porque eu fui resgatada de uma vida difícil e eu acho que as meninas aqui também, algumas delas passaram pelo que eu passei na vida e é gratificante a gente poder fazer um trabalho assim e ajudar os outros”, diz Zilda Ferreira, presidente da Coopbem.

Todo dia tem trabalho para o grupo Bem Nutrir. A encomenda de hoje veio de uma empresa, lanche de presunto e queijo, fruta e suco natural.

“É gostoso, você faz amizades, entendeu? Você aprende também muitas coisas, de repente vem na sua cabeça, e você cria, é bom”, diz Valete da Costa, funcionária.

Naiuma é funcionária do Bem Limpar. Aprendeu a fazer vassouras com garrafa pet. Foi com esse trabalho que ela conseguiu deixar as contas em dia.

“Quando Deus precisar de mim e vai precisar um dia, meus filhos tem essa lembrança porque tá tudo escrito num papel né. Naiuma, fazendo vassoura, pagou o imposto da casa dela em conceição da barra e paga a daqui. Não pe bonito isso?”, declara Naiuma da Conceição, funcionária.

Clique na foto e veja o vídeo sobre o projeto, feito pela Rede Globo:

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Contatos:

 

www.ateliedeideias.org.br

E-mail: ateliedeideias@ateliedeideas.org.br

Telefone: (27) 8807-2457 ou 3227-7235

Endereço: Rua Tenente Cetubal – N.93 – São Benedito – Vitória – ES

 

Fonte: http://acao.globo.com/Acao/0,23167,3775-p-20090523,00.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Receita contra a TPM…

 

Hoje é dia internacional da mulher. Em homenagem a ela, vamos falar de um assunto bem feminino, a TPM. Assunto que só nós, mulheres, entendemos de verdade. Até mesmo o mais feminino dos homens jamais entenderá isso como nós mesmas, que sentimos os seus efeitos no nosso corpo e na nossa capacidade de mudar de humor repentinamente, alternando involuntariamente entre alegrias e tristezas.

Nessa semana, fui implacavelmente atacada pela TPM… Visitinha desagradável essa! Entra em nosso dia sem pedir licença e ainda por cima o domina…

Ela veio chegando com sintomas físicos como cólica, que por si só já nos tira do sério… mas, como não poderia deixar de ser, ela foi mais cruel e atingiu também meu lado emocional.

É incrível, que quando estamos de TPM parece que não somos nós mesmas. Coisas que em condições normais não faríamos, com ela passam a acontecer. Por mais fortes e lutadoras que sejamos, nessa hora ficamos mais frágeis e vulneráveis perante o mundo. Os problemas ficam maiores, as preocupações invadem a nossa cabeça, parece que tudo está contra nós. Fazemos bobagens, algumas coisas quebram em nossas mãos (hoje eu quebrei uma jarra de vidro em migalhas!), outras não funcionam. Palavras amigas às vezes nos “atingem” como se fossem ferroadas, sorrisos são vistos como deboches, educação parece ser falsidade… Nossa, como mudamos com a TPM! Ela nos deixa tão impacientes, que passamos a enxergar o mundo de forma “estupidamente” objetiva. Estupidamente mesmo, ao pé da letra, porque às vezes a estupidez vem junto com ela. E a nossa delicadeza feminina fica escondida por algum tempo, no qual precisamos xingar, brigar, chorar, nos colocar no centro das atenções, achar que somos cheias de problemas…

Para vencer a TPM, desejo às mulheres duas coisas em especial.

Primeiro, um companheiro compreensivo. Que consiga entender a alma feminina. Que consiga aceitar o fato de que pelo menos quando está de TPM, a mulher é, sim, o sexo frágil. Que aceite o comportamento às vezes inexplicável da mulher, sem fazer muitas perguntas, sem tentar mudar os fatos, simplesmente aceitando-a como ela é, abraçando-a e acolhendo-a. E se for mesmo preciso tratar do assunto, que isso seja feito com muito bom-humor!

Em segundo lugar, desejo às mulheres vítimas de TPM que elas tenham paciência suficiente para fazer uma atividade artesanal. Foi o que fiz hoje para melhorar, o que me ajudou bastante. Algumas horas de dedicação a uma atividade que renda peças diferentes pode curar muitos de nossos males. Para quem não tem esse costume de se entregar a algum trabalho manual quando está com problemas, recomendo-o bastante. Artes e artesanato em geral são atividades terapêuticas que têm, em si, grande poder de cura.

Na hora da TPM, a mulher não precisa fazer nenhum trabalho complicado, nenhuma tarefa ou técnica difícil. Porque se assim for, é capaz da irritação tomar conta da atividade e da mulher optar por fazer uso de ferramentas como facas, estilete, tesouras, para se auto-flagelar em vez de produzir algum trabalho mesmo!! Como esse blog pretende divulgar boas praticas das atividades manuais e ajudar as pessoas a se curarem através delas, e não a se acabarem, preferimos recomendar às vítimas da TPM atividades que sejam inofensivas e rápidas. Porque com mulher em TPM não se mexe, e não queremos provocar nenhuma situação constrangedora neste meio!!!

Por isso, nossa sugestão hoje é bem simples: que tal forrar com tecidos algumas de suas latas, alguns de seus vasos?

Para esta atividade, temos um segredinho… Em vez de você usar o tecido diretamente sobre a peça, cole-o numa placa de EVA branca, e use a placa colada para forrar os objetos.

O tecido com EVA fica muito mais versátil do que só o tecido em si. Porque ele permite cortes com estiletes ou mesmo tesouras domésticas (até com tesourinha de unha pode-se trabalhar o material!) sem que o tecido se desfie. Permite também que se desenhe um formato à lápis do lado do EVA, se corte o material segundo tal desenho e se use-o do lado estampado, onde os riscos do desenho não aparecerão. Ou então, o corte no material pode ser feito seguindo o formato das estampas do tecido.

Para colar o tecido no EVA, alguns conselhos:

Use tecidos cuja composição seja prioritariamente de algodão. Tecidos muito sintéticos são mais difíceis de serem colados e esticados.

– Use cola branca para peças que não serão lavadas, e cola para tecidos para casos em que as peças precisarão ser lavadas. Gosto especialmente da Cola Pano, da Glitter, que é fácil de trabalhar e tem ótima qualidade.

Use preferencialmente EVA branco, que costuma realçar a estampa do tecido. Porém, conforme a estampa pode-se trabalhar com outras cores da borracha, que podem oferecer contrastes interessantes. Porém, é sempre bom testar como fica o tecido sobre uma borracha colorida antes de colá-lo, porque as cores do tecido normalmente se alteram um pouco neste caso.

Para espalhar a cola sobre o EVA, use um rolinho de pintura de espuma. Antes de iniciar a espalhar a cola, umedeça-o um pouco, o que vai ajudar a cola a se espalhar.

Preencha toda a área de EVA com uma camada fina de cola. Não exagere na quantidade, porque conforme o tipo de tecido o excesso de cola fica aparecendo após a colagem, quando a cola já estiver seca, o que pode estragar o seu trabalho.

Para colar o tecido sobre a cola espalhada na borracha, use luvas de borracha para proteger as mãos (principalmente no caso de se usar cola para tecidos, que é mais grudenta e pior de lavar depois) e estique bem o tecido em todas as direções.

Espere a secagem da cola antes de cortar o material, o que normalmente ocorre em até 3 horas. Para apressar o processo, pode-se usar secador de cabelos.

Use sobras da borracha revestida para fazer mosaicos, preencher almofadas ou fazer qualquer outra coisa que sua imaginação permita, sua aplicação é infinita!

A seguir, mostro algumas peças que fiz com EVA revestido de tecido. As imagens foram publicadas na Revista Ateliê na TV de 09/2007.

Aproveitem as dicas e façam bons trabalhos! E, o mais importante, que isso seja capaz de mandar a TPM embora de vez!

Abraços,

Gina

* Texto de Maria Regina Leoni Schmid

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 

 

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Oficina de instrumentos musicais

Olá!

Em ritmo de carnaval, nosso assunto de hoje é música. E mais, como não podia deixar de ser, música criativa!

Música, por si só, já é uma ferramenta poderosa para muitas coisas. Ela pode animar, relaxar, educar e até mesmo curar, entre outras possibilidades.

Imaginem, então, quando além disso, ela pode também ser unida a atividades de construção de instrumentos musicais. Então, unem-se o poder terapêutico da música, à arte-terapia, através da qual os envolvidos podem enriquecer sua qualidade de vida. A arte do “criar” pode fazer com que as pessoas se conheçam melhor, aumentem sua auto-estima, reduzam o stress e desenvolvam formas de se relacionar melhor com traumas, entre diversas outras vantagens.

Por isso, hoje apresentamos um projeto especial que, entre outras atividades, divulga a construção de instrumentos musicais de forma doméstica e a partir da reciclagem de objetos. Estamos falando do Ciclio Natural (http://www.ciclonatural.com.br/), cuja apresentação abaixo foi tirada do próprio site do projeto.

O projeto…
Após anos de estudos e experimentação na construção de instrumentos musicais alternativos e motivados a plantar a semente do reaproveitamento de sucata e da conscientização ecológica, em 2001, Ciro Kastrup e Marco Arruda formaram o Ciclo Natural.

Desde então, o grupo realiza oficinas de construção de instrumentos musicais alternativos e de contação de histórias musicalizadas, além da composição de trilhas sonoras, assim como apresentações musicais durante as quais são utilizados os instrumentos construídos nas oficinas.

A integração é a base da ecologia, sendo assim é também a mais forte marca do projeto que reúne experiência em educação, sensibilidade artística e consciência ecológica. Esse é o mais importante diferencial do Ciclo Natural.

É mais que entretenimento. É uma solução artística para a questão do lixo.

Exposição itinerante e interativa…

Questões ambientais, pesquisa de instrumentos musicais e o trabalho do grupo Ciclo Natural formam o tripé conceitual de “O Som do Lixo”.

A interação do público com estes conceitos é o principal objetivo desta exposição interativa, que é um misto de palestra, apresentação musical, oficina de construção de instrumentos musicais alternativos, visualização de fotos, estudo de textos e do desenvolvimento de instrumentos feitos a partir do reaproveitamento de sucata

Oficina de construção de instrumentos musicais alternativos…

Diversos materiais tidos como sucata são reutilizados, adquirindo a especial qualidade de instrumentos musicais.

Tubos de PVC, cabos de vassoura, latas e outros materiais deixam de ir para o lixo, passando para o mundo da arte através de sons melódicos e percussivos.

A música viva…

É o momento mágico onde materiais diferentes e inusitados como tubos de PVC, vidro, madeira e latas deixam de ser sucata e ao lado de instrumentos convencionais tornam-se parte do universo sonoro. A mistura de ritmo, melodia e harmonia com improvisação orgânica traz à tona aspectos musicais muitas vezes apagados pela imposição da cultura de massa.

Contação de histórias…

O principal objetivo é despertar o interesse pelas questões ambientais e humanas através da ludicidade. Utilizando instrumentos musicais alternativos, demonstramos que qualquer material pode representar todo um universo sonoro. O público se mantém atento a todos os sons que permeiam as histórias, que contam sempre com um final surpreendente.

Piuí
É a historia de um filhote de trem que sonha em trilhar novos caminhos, descarrilar e andar pelo mar, pela terra e pelo céu. Em sua jornada, passa pela “Escola de Trens” e tira diploma de “Trem Completo”, encontra um menino e juntos perseguem seu sonho. Piuí é a imagem do homem que ao longo dos séculos cria e modifica seu mundo.

Laranja Mafalda
Em sua história, Mafalda começa como uma semente que brota na terra e se torna uma laranjeira que dá flores e frutos. Sua longa jornada rumo à casa de um menino gripado é contada de forma leve e envolvente.

Ágata, a gota
Através de uma linguagem singela e pura, o público conhece o ciclo da água. Ágata é a gota mais romântica do oceano que ao se separar do seu grande amor se torna triste e anseia pelo retorno à sua morada. Em sua jornada são discutidos problemas ambientais com um enfoque sonoro.

Maiores informações, fotos e contatos:
http://www.ciclonatural.com.br
http://www.ciclonatural.wordpress.com/

Algumas fotos do projeto e seus produtos:

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Mais um belo exemplo a favor da reciclagem

 

Olá!

Espero que todos tenham passado bem a semana! E que tenham reciclado diversos materiais na semana que passou!

Continuamos no espírito da reciclagem, e hoje queremos divulgar um belo exemplo de projeto social e ambiental. Um projeto que está preocupado tanto em ajudar pessoas, como em colaborar com a preservação do meio-ambiente, duas atitudes louváveis no nosso mundo de hoje.

O projeto chama-se “Papel de Gente” e se resume basicamente na produção de papel reciclado e peças diversas com o seu uso, por pessoas com transtornos psíquicos diversos. Trata-se de um belo exemplo de  motivação e inclusão social para estas pessoas, que têm grande capacidade de produzir trabalhos artísticos, porém nem sempre têm espaço para isso na sociedade.

 A seguir, o texto de apresentação do projeto publicado em seu site (www.papeldegente.org.br):

O Projeto Papel de Gente nasceu em 1994 e é voltado para pessoas portadoras de transtornos psíquicos como psicose e neurose grave.

Criado a partir da determinação da terapeuta Eliana Tiezzi Nascimento, – com o apoio de artistas, designers e empresários – o Papel de Gente busca construir espaços possíveis de respeito à singularidade humana.

O Projeto está fundamentado em duas vertentes. A primeira consiste na manutenção de um espaço de produção, criação e circulação de idéias em torno da reciclagem e o segundo aspecto, define-se pela capacitação à empregabilidade dos participantes, através da comercialização de seus produtos.

A inserção social – através do trabalho – possibilita a essas pessoas o resgate da dignidade e da condição de cidadãos, além de proporcionar melhoras importantes em seus quadros.

O Projeto Papel de Gente, ao longo dos seus 7 anos de existência tem oferecido uma alternativa terapêutica mais humana para usuários dos serviços em saúde mental com resultados efetivos na qualidade de vida de seus participantes.

A reciclagem de papel traduz uma cultura de respeito ao ser e ao ambiente. O Projeto Papel de Gente estabelece em suas diretrizes um diferencial de relação da sociedade com este indivíduo e, através de suas várias estratégias, propicia a criação de uma nova imagem de preservação ambiental e de tolerância às diferenças.

Os produtos fabricados pelo projeto seguem uma linha preocupada na boa apresentação das peças, que são desenvolvidas com a preocupação do design adequado e de um bom acabamento. Entre eles, destacam-se materiais de escritório feitos com papéis reciclados, são peças muito interessantes.  Vale a pena uma consulta sua no site do projeto para vê-las.

Abaixo, há algumas fotos relacionadas ao projeto. E com elas, lembramos a todos que projetos como este dependem da nossa reciclagem diária de produtos para sobreviverem. Esse é o tipo de projeto que nós podemos ajudar, indiretamente, de dentro da nossa casa, no nosso dia-a-dia. Cabe a mim, a você, aos nossos parentes e amigos e a todo o mundo colaborar para que projetos assim continuem a existir, fazendo a coleta seletiva, separando materiais recicláveis de forma adequada.
Então, recicle, faça a sua parte. Além disso, aproveite o dia de hoje para reaproveitar algum objeto que possivelmente seria lixo, mas que você pode transformar em um novo objeto, com nova função e nova apresentação visual.

Todos podem colaborar na reciclagem, é atitude que podemos adotar dentro da nossa própria casa.

Maiores informações: www.papeldegente.org.br

Algumas fotos do projeto e seus produtos:

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Abraços e boa semana! Lembrem-se de reciclar objetos, sempre!

Gina

Trabalhos sociais devem ser feitos com fins sociais, realmente…

 
Atualmente, é moda se falar em trabalhos sociais. Empresas e instituições diversas acenam a sua bandeira de “socialmente responsável” com orgulho, expondo seus trabalhos, mostrando suas atitudes. Hoje há uma quantidade muito maior de pessoas envolvidas em projetos sociais do que há alguns anos. Talvez por causa da mídia, que fala bastante do assunto, talvez por causa da sociedade, que cobra ações de empresas e instituições, ou por outros motivos. Mas tenho certeza que muitas pessoas sentem real necessidade de fazer algo pelo próximo, e por isso se envolvem em projetos deste tipo.

Pessoalmente, acredito que ações sociais podem fazer a diferença e podem, realmente, melhorar o mundo em que vivemos. Mas temos que ficar atentos, de olhos abertos, porque há ações e ações. Na onda de agir socialmente e, mais ainda, na onda de “agradar a sociedade” por causa de projetos sociais, pessoas e entidades nem sempre são muito verdadeiras em suas ações. Muito do que se fala é marketing, propaganda enganosa e serve para chamar a atenção de pessoas que ingenuamente acreditam no que estão vendo ou ouvindo.

O mundo está repleto de espertalhões, até mesmo onde há pessoas com as melhores intenções possíveis de ajudar ou pessoas realmente precisando de uma ajuda sincera. Por isso, sugiro ficarmos atentos com pseudos projetos sociais. A sugestão que faço é que antes de avaliarmos projetos com os quais temos contato ou antes de acreditarmos em tudo o que é mostrado, façamos algumas perguntas:

* Até que ponto as ações mostradas realmente melhoram a vida da sociedade?
* Se uma empresa tem objetivos realmente sociais, porque ela precisa anunciar isso? Será que projetos sociais precisam ser mostrados assim como se acena uma bandeira? Até que ponto que propagandas destes projetos são meios deles mesmos arrecadarem adeptos para a sua própria manutenção ou para o seu crescimento e não para a promoção da empresa por eles responsável?
* O tipo de projeto social adotado por uma empresa ou ONG realmente mostra uma preocupação sua em melhorar a sociedade com a qual ela se relaciona, ou simplesmente serve para defender seus interesses próprios?
* O projeto trata do problema a fundo ou somente de forma superficial?
* Por mais que ONGs pareçam sérias, quais podem ser suas verdadeiras razões de existir? Seus dirigentes são sérios e realmente envolvidos nas causas defendidas ou simplesmente usam-na para sua própria promoção? Seus dirigentes realmente acreditam nas causas defendidas e acham que podem ajudar a resolvê-las, ou consideram-nas, no fundo, causas perdidas? Seus dirigentes são pessoas normais e bem relacionadas com o exterior da entidade em geral, ou são pessoas difíceis de lidar, que provavelmente não se encaixariam em outras organizações?
* A ONG é verdadeiramente uma ferramenta de ação social ou mais um meio de alguém ganhar dinheiro disfarçadamente?
* Há interesses políticos envolvidos na empresa ou na ONG? Existe a possibilidade de um grupo restrito de pessoas estar se beneficiando política ou financeiramente com o projeto, através da boa-vontade de outras pessoas envolvidas na organização, que normalmente lá estão para fazer o seu voluntariado?

Admiro todas as iniciativas de ajuda ao próximo, porque acredito que a salvação do homem está no próprio homem, no amor ao próximo, na partilha, no dar sem nenhuma intenção de se receber de volta algo. Àquelas pessoas que pensam assim e sentem a real necessidade de fazer algum trabalho voluntário neste sentido, desejo que o façam com real envolvimento nas atividades e acreditem de verdade que suas ações farão a diferença. E também desejo que elas encontrem instituições idôneas para atuar, porque desta forma a chance do seu trabalho encontrar mais pessoas com as mesmas boas intenções e se desenvolver serão bem maiores.

Boa sorte a todos os voluntários!

 * texto de Maria Regina Leoni Schmid

Reciclar faz bem

Fazer atividades manuais, criar e inventar é muito gostoso. E quando fazemos isso com o ideal de reciclar algum objeto é melhor ainda. Porque a sensação de proteger o meio-ambiente, de alguma forma, por menor que ela seja, traz muita satisfação. É mais ou menos como aquela gota no oceano que é só uma gota, mas que é importante para o conjunto.

Reciclar é aplicar um produto da forma como ele foi concebido inicialmente, porém tratando-o de uma maneira tal que ele assuma uma configuração diferente e passe a ter uma nova função, um novo uso, um novo objetivo.

A atividade da reciclagem está entre algumas das práticas mundialmente incentivadas por programas de defesa ao meio-ambiente. Em busca da diminuição de uso de recursos naturais na produção de peças para os mais diversos fins, eles costumam motivar as pessoas a mudar a sua forma de consumir coisas e praticar, no seu dia-a-dia, ações que defendam principalmente três princípios: reduzir, reutilizar e reciclar. São princípios normalmente identificados como “os 3Rs” que fazem a diferença na redução do volume mundial de lixo que as pessoas produzem naturalmente. Com estas ações, busca-se divulgar uma forma das pessoas adotarem um consumo mais consciente, consumindo menos produtos industrializados e procurando não descartar produtos recicláveis logo depois de consumi-los, destinando-os em vez disso para um outro fim.

Quando falamos de artesanato reciclado, as possibilidades são infinitas. Em primeiro lugar, a reciclagem permite que se faça trabalhos com baixos custos. É claro que isso é relativo, pois peças recicladas podem ser bem mais caras do que novas, dependendo do caso. Mas no geral, muita coisa é possível de ser feita com investimentos bem pequenos. Mas atenção! Algum investimento, por menor que seja, sempre é necessário para deixar a peça com cara de nova. O fato de se aproveitar materiais, e não comprá-los, não significa, de forma alguma, que se pode relaxar no trabalho. Normalmente o maior investimento fica por conta do acabamento das peças, que em muitos casos precisam ser disfarçadas, renovadas e embelezadas. A preocupação com a beleza e o acabamento é fundamental e deve ser pelo menos tão grande quanto ao se tratar de peças novas.

Os principais fatores que fazem uma pessoa ter vontade de usar um objeto reciclado são a criatividade da transformação do objeto e o bom acabamento da peça. Uma peça extremamente criativa e mal feita pode não ser valorizada, assim como pode acontecer com uma peça muito bem-feita, porém sem novidade. Na reciclagem, é interessante se inovar, se mudar completamente a função de objetos, se oferecer uma forma de usá-los que as pessoas não tinham imaginado antes.

As fotos a seguir mostram um exemplo disso. Elas ilustram a criação de mini-guirlandas, feitas para se enfeitar árvores de Natal, criadas a partir da parte superior de copos de iogurte cilíndricos. Quem quiser mais detalhes sobre como executar as peças, pode solicitá-los pelo email ginadesign@ginadesign.com.br.

Na próxima postagem, nós daremos uma receita básica para se avaliar peças recicladas e trabalhos artesanais em geral, alguns critérios que podem ajudar a se analisar de forma crítica se determinado trabalho tem condições mínimas para ser bem aceito por seus usuários.

Abraços,
Gina.

* texto de Maria Regina Leoni Schmid

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