Projeto do SEBRAE ajuda artesãs do interior do Alagoas

Fonte: PEGN

Clique na imagem para acessar o vídeo do projeto:

Projeto do Sebrae em Alagoas

Interior do Alagoas: um projeto profissionaliza donas-de-casa da cidade de Paulo Jacinto. Elas aprenderam a costurar e já produzem uma linha de cama, mesa e banho. E também já aumentaram a renda familiar e se preparam para fechar contratos exclusivos com lojistas da região. As costureiras criaram uma marca própria.

As mulheres foram capacitadas pelo Sebrae para transformar em negócio o conhecimento em costura. Assim foi criado o “Projeto Cadeia Produtiva”, direcionado ao setor têxtil e de confecções.

“Em Paulo Jacinto, há uma vertente muito grande para a área de corte e costura. Então, são mulheres que já sabem trabalhar com máquina há muito tempo, Já aprenderam com as mães, com as avós. Tem toda uma tradição nessa região”, conta a gestora do projeto pelo Sebrae, Mariana Cantarelli.

As costureiras se uniram em uma associação. A primeira coleção é de 2008. Hoje o grupo é formado por 15 mulheres que produzem peças de cama, mesa e banho.

A artesã Cícera Luiza Ferreira coordena a Associação das Costureiras de Paulo Jacinto. Ela é a maior incentivadora das colegas.

“Já demos vários passos e graças a Deus estamos já bem à frente, porque tivemos muitos cursos, pessoas que não sabiam nem fazer a casa de uma roupa, pregar um botão e hoje já fazem alguma coisa. Quem sabe menos já faz alguma coisa e já estamos levando pra feira, já temos encomendas”, diz Cícera.

Muitas começaram no grupo e desistiram do trabalho, mas quem ficou não se arrepende. “Aprendi bastante coisa. Coisas que eu não sabia, eu aprendi no grupo”, afirma a artesã Eliana Rodrigues Ribeiro.

“Para qualquer negócio, você precisa ter uma época de investimento, uma época que você não tem retorno. Pra daí, depois de muito esforço, um trabalho bom, de boa qualidade, sendo bem apresentado, você começa a obter as respostas, consegue abrir mercado, começa a obter os clientes, e com isso você consegue retorno financeiro”, explica a representante do Sebrae, Mariana Cantarelli.

Com o Projeto Cadeia Produtiva, do município de Paulo jacinto, o Sebrae implantou ações para fortalecer a organização coletiva, melhorar a qualidade, a produtividade e a comercialização. Com a capacitação técnica, criou consultorias em moda e design. Elas até criaram a marca própria: “Da chita ao chique”.

As artesãs também foram treinadas em gestão: aprenderam a fazer planilhas de contas, fluxo de caixa e a definir o preço de venda dos produtos. “Graças a Deus hoje já tem alguma coisa. Já está dando lucro”, comemora a artesã Cícera.

As costureiras trabalham em setores diferentes. Uma turma faz a linha de produtos chamada “Corte de fazenda”. São toalhas de mesa, cestas de pão, bolsas, almofadas e colchas. Tudo muito colorido.

Em outro espaço, ficam as mulheres que lidam com as sobras de tecido. Com os retalhos, elas fazem fuxico e montam tapetes e almofadas.

“É muito bonito. Serve para ornamentações, para ornamentar a casa, os sofás, a sala”, conta a artesã Maria do Socorro da Silva.

O grupo também trabalha com material reciclável. As caixas de leite são revestidas com tecido. Elas viram bolsas e carteiras. A matéria-prima é simples e barata, mas traz um bom lucro para as artesãs.

No setor de recicláveis são produzidas 200 peças por mês. O tecido usado para revestir as caixas de leite é a chita, muito popular na região.

“Na verdade, elas podem fazer um trabalho de coleta seletiva e elas conseguem gratuitamente esse material. Então elas não vão desembolsar para obter a matéria-prima”, conta Mariana.

Um dos pontos de venda é uma loja própria em Paulo Jacinto. Quem passa pela cidade visita o espaço e faz compras.

“São muito bons. Elas têm um cuidado com os modelos, com o acabamento. E o preço é bem acessível. Vale a pena para os presentes, vale a pena comprar sim”, afirma a cliente Luciana Calheiros.

O grupo fez a primeira divisão de lucros. As mulheres receberam de acordo com a produtividade. Elas ganharam entre R$ 200 e R$ 500. Esse é só o começo.

“A minha expectativa é que aconteça de a gente um dia estar numa empresa com 50, 100 pessoas ou mais”, revela a artesã Cícera Oliveira.

“Está sendo bem divulgado, também nas feiras que a gente participa, as pessoas conhecem o trabalho e com certeza o valor fica bem mais favorável pra gente”, diz Cícera.

“Lutando, a gente consegue. Aos poucos, a gente consegue”, acredita a artesã Maria do Socorro.

Veja os contatos das empresas mostradas na reportagem:Rua Doutor Marinho de Gusmão, 46 – Centro
CEP: 57020-565 – Maceió – AL
Tel.: (82) 4009-1600 / (82) 4009-1620
www.al.sebrae.com.br
Gestora do Projeto: Mariana Cantarelli

SEBRAE/AL

GRUPO DE COSTUREIRAS DE PAULO JACINTO
Rua João Cassiano Costa, s/n – Centro
CEP: 57740-000 – Paulo Jacinto – AL
dachitaaochique@bol.com.br
Contato: Cícera Silva de Oliveira – cel. (82) 9956-0223

 

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One response to this post.

  1. Posted by Elizângela on novembro 18, 2010 at 10:19 am

    PARABÉNS PARA OS IDOSOS , E EM ESPECIAL PARA VCS Q OS ACOMPANHAM , LINDO TRABALHO ! AMEI AS LATINHAS E SAIBAM Q TBM ME AJUDARAM POIS ESTAVA QUERENDO FAZER ALGO TIPO ASSIM E DAI VENDO O VIDEO ME ENCONTREI , SO QUERIA SABER Q TIPO DE TINTA USO PARA PINTAR AS LATAS . UMMMMMMMMMMM BJÃO ENORME PARA TODOS E Q PAPAI DO CÉU OS ILUMINA SEMPRE E Q ESTES MENINOS E MENINAS IDOSOS CONTINUEM BRILHANDO CADA DIA MAIS , BJ CARINHOSO…

    Responder

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